
Na espiritualidade de Schoenstatt, o Capital de Graças ocupa um lugar central. Não é apenas uma prática piedosa, mas uma atitude interior que transforma a nossa relação com Deus e com a Mãe de Deus. Trata-se de reconhecer, agradecer e oferecer tudo o que vivemos — alegrias, esforços, sacrifícios e até limitações — como contributo espiritual para a missão que nos foi confiada.
Mas, afinal, como fazer uma contribuição para o Capital de Graças de forma concreta e consciente?
O Capital de Graças nasce da certeza de que Deus age na nossa vida concreta e que nada do que vivemos é indiferente aos Seus olhos. Cada pequeno gesto vivido com amor, cada renúncia oferecida, cada esforço fiel pode tornar-se graça para nós e para os outros.
O Padre José Kentenich ensinava que o Capital de Graças é construído com aquilo que entregamos a Deus na confiança filial de que Ele sabe transformar tudo em bênção.
1. VIVER COM UM OLHAR ATENTO À PROVIDÊNCIA
O primeiro passo para fazer uma contribuição para o Capital de Graças é aprender a ler a vida com fé. Isto implica reconhecer a presença de Deus nos acontecimentos do dia a dia — tanto nos momentos felizes como nos mais exigentes.
Perguntas simples podem ajudar:
Este olhar atento educa o coração para a confiança e afasta-nos da indiferença espiritual.
2. OFERECER O ESFORÇO, NÃO APENAS O SUCESSO
O Capital de Graças não se constrói apenas com grandes feitos. Pelo contrário, são muitas vezes os pequenos sacrifícios escondidos que mais valor têm: a paciência num momento difícil, a fidelidade ao dever, o silêncio oferecido, a aceitação serena de uma limitação.
O essencial não é o resultado, mas a intenção com que vivemos cada situação. Tudo pode ser oferecido — mesmo aquilo que humanamente parece falhado.
3. UNIR A OFERTA À ALIANÇA DE AMOR
Em Schoenstatt, o Capital de Graças está profundamente ligado à Aliança de Amor com Maria. Ao oferecermos o que vivemos, fazemo-lo com a confiança de filhos, certos de que a Mãe acolhe, purifica e apresenta tudo a Deus.
Uma breve oração interior pode acompanhar este gesto:
“Mãe, aceitai este pequeno contributo e transformai-o em bênção para a Igreja e para o mundo.”
4. CULTIVAR UMA ATITUDE DE GRATIDÃO
Não há Capital de Graças sem gratidão. Agradecer educa o coração para reconhecer que tudo é dom. Mesmo as cruzes, quando acolhidas com fé, tornam-se lugar de crescimento e fecundidade espiritual.
Criar o hábito de agradecer diariamente — em oração pessoal ou no final do dia — ajuda a consolidar esta atitude interior.
5. VIVER O CAPITAL DE GRAÇAS COMO CAMINHO DE SANTIDADE QUOTIDIANA
O Capital de Graças não é algo extraordinário reservado a poucos. É um caminho simples e acessível, vivido no meio da vida quotidiana. Ele transforma o ordinário em sagrado e ajuda-nos a crescer na confiança filial, na liberdade interior e na disponibilidade para a missão.
Ao aprendermos a oferecer tudo, aprendemos também a viver tudo com mais sentido, mais paz e mais amor.
Fazer uma contribuição para o Capital de Graças é viver com o coração aberto, atento e disponível. É acreditar que Deus não desperdiça nada do que Lhe entregamos e que, nas Suas mãos, até o mais pequeno gesto pode gerar vida nova.
No Santuário, somos convidados a renovar este compromisso todos os dias: confiar, agradecer e oferecer, certos de que a Providência conduz tudo para o bem.
2026-01-02
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