20 de Janeiro de 1942: um marco histórico no Movimento de Schoenstatt

20 de Janeiro de 1942: um marco histórico no Movimento de Schoenstatt

Um testemunho radical de fé, liberdade interior e confiança total na Providência de Deus.

O dia 20 de janeiro de 1942 é uma data profundamente significativa para a Família de Schoenstatt em todo o mundo. Neste dia, viveu-se um acontecimento que marcou para sempre a história do Movimento Apostólico de Schoenstatt, sendo reconhecido como o Segundo Marco Histórico desta espiritualidade fundada pelo Padre José Kentenich.

O CONTEXTO HISTÓRICO

No início da década de 1940, o mundo atravessava um dos períodos mais trágicos da história: a Segunda Guerra Mundial. Em setembro de 1941, o Padre Kentenich foi preso pela Gestapo — a polícia secreta do regime nazi — e encarcerado em Koblenz, na Alemanha. Dada a sua atividade pastoral e espiritual, as autoridades consideraram-no uma ameaça ao regime.

Durante a sua detenção, foi submetido a um exame médico que, de forma superficial e injusta, o declarou apto para ser deportado para o campo de concentração de Dachau — uma sentença que, humanamente falando, era praticamente uma condenação à morte, dado o tratamento desumano imposto nos campos de concentração nazis.

A DECISÃO DE 20 DE JANEIRO

No dia 20 de janeiro de 1942, o Padre Kentenich enfrentou uma escolha difícil. Era-lhe oferecida a hipótese de solicitar um novo exame médico que poderia permitir a sua libertação da deportação. Porém, num ato de profunda fé e confiança na Providência Divina, ele recusou voluntariamente essa possibilidade, decidiu não recorrer aos meios humanos para escapar à condenação e aceitou ir para Dachau.

O próprio Padre Kentenich explicou mais tarde que este gesto não foi feito por orgulho ou bravura humana, mas por amor aos seus discípulos: ele ofereceu a sua liberdade exterior — e o risco da própria vida — para que a Família de Schoenstatt pudesse manter a sua liberdade interior.

SIGNIFICADO ESPIRITUAL

Para o Movimento de Schoenstatt, este acontecimento representa não apenas um momento histórico, mas um exemplo vivo de confiança absoluta em Deus e entrega total à Sua vontade. A decisão do Padre Kentenich é vista como um ato de amor e de fé que demonstra que a verdadeira liberdade não depende de circunstâncias externas, mas de uma profunda liberdade interior enraizada na confiança em Deus.

Este dia é também considerado o eixo da história de Schoenstatt, pelo facto de ter aprofundado a compreensão da Aliança de Amor com Maria e de ter ensinado à Família que a fidelidade e a entrega não são conceitos abstratos, mas realidades a viver concretamente, mesmo nas maiores adversidades.

LEGADO E CELEBRAÇÃO

Anualmente, os membros e simpatizantes do Movimento celebram o 20 de janeiro como um marco de fé e coragem, recordando a atitude do Fundador e inspirando-se nela para viver os desafios da vida com confiança e heroísmo espiritual.

Esta recordação não é apenas histórica: é uma chamada à reflexão sobre como cada um de nós pode viver, nos seus contextos de hoje, a mesma confiança filial, a mesma entrega e a mesma fidelidade interior, mesmo quando somos desafiados pelo sofrimento, pela incerteza ou pelo medo.

2026-01-20

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